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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

ForexClub TV Web em Português - Dia 12/02/2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Dificuldade fiscal torna aperto monetário na Zona Euro a mais distante

 

As dificuldades fiscais de países da zona do euro tornam mais distantes as perspectivas de alta dos juros na região, mantidos hoje em 1%. Analistas acreditam que o processo de redução da dívida pública em nações como Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, os chamados Piigs, limitarão a criação de empregos e o crescimento econômico do bloco.

A avaliação não saiu da boca do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet – e nem poderia, como notam especialistas -, mas a preocupação com o aumento da dívida pública é crescente entre os investidores na Europa.
Em meio à recuperação ainda frágil, analistas acreditam que o BCE só teria condições de começar a elevar os juros a partir de setembro, na melhor das hipóteses.
Conforme Luigi Speranza, do BNP Paribas, a percepção de que o banco central responderia ao relaxamento fiscal com uma política monetária mais frouxa poderia prejudicar sua credibilidade e enfraquecer a estrutura da zona do euro no longo prazo. “Mas o BCE não pode ignorar os riscos de uma contaminação e as possíveis consequências para o sistema financeiro.”
Na coletiva de hoje, Trichet disse que o plano de redução do déficit da Grécia “está na direção certa” e chamou os países a cumprirem o Pacto de Estabilidade e Crescimento, pelo qual o déficit não pode ultrapassar 3% do PIB. “Quando você divide uma moeda com os outros, a contrapartida é que você precisa se comportar adequadamente”, afirmou Trichet.
Por outro lado, o presidente do BCE relativizou o tamanho do rombo na zona do euro, atualmente em 6% do PIB, ao afirmar que outros países desenvolvidos estão em situação pior, como os Estados Unidos e o Japão, com déficits acima de 10%.
Esse ponto provocou a discordância dos analistas. Elwin de Groot, do Rabobank, diz que o pacto do bloco não tem sido bem-sucedido, caso contrário alguns países não estariam na complicada situação atual. Além disso, esse raciocínio poderia subestimar o impacto do efeito de contágio na região. “A zona do euro é um sistema altamente interconectado e alguns de seus membros são grandes demais para falir.”
O economista-chefe do UniCredit, Marco Annunziata, avalia que os investidores continuarão olhando para os desequilíbrios específicos da Grécia, e não para a situação da zona do euro de forma consolidada. “A zona do euro permitiu que os membros construíssem combinações insustentáveis de dívida pública e privada a um baixo custo de financiamento de forma irreal.”
Para Speranza, do BNP Paribas, o custo do ajuste orçamentário que começa a ser feito na região, referente a crescimento e emprego, será maior do que o estimado. Portanto, o aperto monetário no bloco virá pelo canal fiscal.
Diversos analistas notaram que o tom do BCE sobre a situação econômica da zona do euro praticamente não mudou neste mês. De modo geral, a autoridade monetária avalia que o crescimento deve seguir em ritmo moderado e desigual nos países, refletindo o aumento do desemprego e o baixo nível de investimentos. Portanto, a perspectiva para a inflação é confortável.
A principal expectativa se volta agora para a reunião de março, quando o BCE trará avaliações sobre a estratégia de saída das medidas emergenciais usadas no combate à crise. O primeiro passo já foi dado em dezembro do ano passado, liderando o processo mundial, ainda que com ajustes leves.
O Banco da Inglaterra, que também se reuniu hoje, decidiu não ampliar o programa de compra de títulos, que já contabiliza 200 bilhões de libras. No entanto, deixou aberta a possibilidade de retomar a estratégia, caso seja necessário. Os juros foram mantidos em 0,5%.
O desafio do BOE é equilibrar uma retomada lenta, já que o país escapou por um triz da recessão, e a alta da inflação. “Mas, de forma geral, o BC ainda acredita que a inflação recuará para abaixo da meta em razão do excesso de capacidade de produção”, avalia Karen Ward, do HSBC.

Fonte: Estadão

Crise europeia também derruba bolsas na Ásia

 

TÓQUIO - A preocupação com a fragilidade fiscal de países como Portugal, Grécia e Espanha, que derrubou os mercados norte-americanos e europeus, também fez as bolsas asiáticas terminarem a semana com forte queda. Nesta sexta-feira, o setor refletiu os temores de uma nova crise global.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou no menor nível desde 2 de setembro, com perda de 3,3% e total de 19.665,08 pontos.

As renovadas preocupações sobre o ritmo de recuperação da economia global afetaram o desempenho das Bolsas da China. O índice Xangai Composto baixou 1,9% e encerrou aos 2.939,40 pontos. Já o índice Shenzhen Composto perdeu 2% e terminou aos 1.097,11 pontos.

O yuan apresentou ligeira desvalorização em relação ao dólar, após os fortes ganhos da moeda norte-americana sobre o euro nos mercados internacionais. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8271 yuans, de 6,8266 yuans do fechamento de quinta-feira.

Já a Bolsa de Taipé, em Taiwan, apresentou o pior resultado em cinco meses. Com aumento no volume de negociações, o índice Taiwan Weighted caiu 4,3% e encerrou aos 7.217,83 pontos, o menor fechamento desde 4 de setembro.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul teve a maior queda porcentual e em pontos desde o final de novembro, quando os problemas com a dívida de Dubai chocaram os mercados mundiais. O índice perdeu 3% e fechou aos 1.567,12 pontos, a menor pontuação desde 30 de novembro.

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney mergulhou para uma mínima de cinco meses e fechou em queda de 2,3%, encerrando aos 4.514,1 pontos.

O índice PSE da Bolsa de Manila, nas Filipinas, registrou baixa de 2% e fechou aos 2.855,64 pontos.

A Bolsa de Cingapura deslizou com a queda em Wall Street e preocupações com uma crise econômica em alguns países europeus. O índice Straits Times Index cedeu 2,2% e fechou aos 2.683,56 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, tombou 2,9% e fechou aos 2,518,97 pontos, com vendas de fundos estrangeiros em meio ao fraco sentimento no resto da região.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, recuou1,6% e fechou aos 691,41 pontos, seguindo as baixas nas demais bolsas da Ásia somadas à instabilidade política local.

Na Malásia, o índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur recuou 1,4% e fechou aos 1.247,90 pontos, maior baixa em três meses, com preocupações sobre a recuperação da economia global.

As informações são da Dow Jones.

USD/CHF: dólar dispara

 

O dólar está a avançar com grande decisão, depois de ter superado sem problemas a zona de 1.07, que coincide com o fibo 38.2, traçado desde o máximo até ao mínimo de 2009.

Neste momento, dirige-se até à zona de fortes confluências a 1.09, que coincide com o fibo 50. Antes, poderá travar a 1.0883, máximo de Agosto.

Em baixa, o par terá de aguentar, no gráfico de uma hora, sem quebrar 1.0751, de forma a voltar para 1.06.

Fonte: IBTimes

Euro tem menor cotação em relação ao dólar desde maio

 

Endividados, países europeus geram temores sobre 'calote'.
Com dívida esperada em 120% do PIB, Grécia tem situação mais grave.

O euro registrou nesta sexta-feira (5) a menor cotação em relação ao dólar desde maio, a 1,3658, afetado pelas preocupações com as dificuldades orçamentárias de vários países europeus. A moeda única usada por 16 países da União Europeia (UE) caiu a 1,3648 por dólar às 8H30 GMT (6H30 de Brasília), a menor cotação desde 6 de maio de 2009.

A divisa europeia é afetada pelos persistentes temores sobre as difíceis situações orçamentários de alguns países da zona do euro, como Grécia, Espanha e Portugal. Com pesados déficits fiscais, esses países levantam dúvidas sobre sua capacidade de pagar dívidas e pressionam a cotação da moeda comum.

Queda nas bolsas

Os temores sobre a capacidade de pagamento dos países europeus se espalharam nesta quinta-feira, depois que a repentina escalada nos custos para proteção contra um default (calote) da dívida soberana de Portugal levou a um medo de cortes no rating de vários países, após o governo local ter falhado em tentar aprovar um projeto para reduzir o déficit público.

Na Bolsa de Valores de São Paulo, o dia foi de perdas pesadas, com o Ibovespa caindo 4,75%. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, referência na Bolsa de Nova York, fechou em queda de 2,61%, aos 10.002 pontos.

Fonte: G1

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Análise Fundamentalista do Mercado Forex

 

Ontem as moedas apresentaram uma repentina queda frente ao iene quando do anúncio do Banco Central Australiano em manter a taxa de juro em 3.75%, decepcionando os operadores financeiros que esperavam um aumento de 0.25% na taxa. Porém, no decorrer dos mercado europeu e americano, as moedas conseguiram recuperar parte do terreno perdido.

O dólar americano continuou debilitado frente às principais moedas diante de um menor risco em relação à dívida soberana da Grécia. O Presidente da União Europeia demonstrou espanto sobre a dívida da Grécia no ano de 2009, mas também confiança de que esse país conseguirá cumprir com seus compromissos.

O índice Dow Jones da bolsa de Nova Iorque fechou em alta de 111.32 dólares (+1.09%). O índice Nikkei da bolsa de Tóquio abriu em alta de 57 ienes e no momento apresenta um ganho de 51.01 ienes (+0.49%).

Para hoje os operadores do mercado financeiro contam com o índice de contratações da ADP (setor privado), para buscar uma referência para os índice do mercado de trabalho dos Estados Unidos de sexta-feira. As atenções caem também sobre os comentários de autoridades financeiras dos Estados Unidos em relação ao projeto-lei do Presidente Obama em limitar os bancos comerciais e que esta restrição atinja os bancos americanos, inclusive no exterior.

Fonte: IBTimes

Euro sobe para US$ 1,3951 em Frankfurt

 

Frankfurt (Alemanha) 2 fev (EFE).- O euro fechou em alta hoje no mercado de divisas de Frankfurt, negociado a US$ 1,3951, frente à cotação de US$ 1,3897 de segunda-feira.

Por sua vez, o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,3937. EFE

Fonte: G1

Dólar perde terreno diante do euro e do iene

 

Nova York, 2 fev (EFE).- O dólar se desvalorizou hoje em relação ao euro e ao iene, em paralelo à firme tendência de alta predominante hoje em Wall Street após o anúncio de dados favoráveis sobre vendas de casas nos Estados Unidos.

Ao final do pregão na bolsa nova-iorquina, o euro era cotado a US$ 1,3965, contra US$ 1,3932 de segunda-feira.

Em relação à moeda japonesa, o dólar trocava de mãos a 90,38 ienes, menos do que a cotação de 90,65 ienes do pregão anterior.

Cotações do dólar em relação às principais moedas internacionais:.

MOEDA FECHAMENTO FECHAMENTO ANTERIOR.
Euro/dólar 1,3965 1,3932.

Dólar/iene 90,38 90,65.

Dólar/libra esterlina 0,6256 0,6266.

Dólar/franco suíço 1,0552 1,0559.

Dólar/dólar canadense 1,0581 1,0624.
Fonte:G1

Dólar perde 3% em dois dias e fecha em R$ 1,83

 

Após a escalada de janeiro, o dólar tem perdido fôlego neste começo de mês. A depreciação de 1,67% de ontem levou a cotação da moeda a R$ 1,83. Em dois dias, o dólar perdeu 2,92% de seu valor diante do real.
Para o mercado acionário, o dia foi de recuperação. O índice Ibovespa, o mais importante da Bolsa brasileira, foi a 67.163 pontos, embalado por uma valorização de 0,89%.

No cenário internacional, o que se viu também foram as Bolsas em alta e o dólar em queda. O maior apetite a risco recebeu um empurrão das expectativas de que a Grécia vai conseguir que a União Europeia aprove seu plano fiscal amanhã. As dificuldades financeiras enfrentadas pela Grécia estão nos holofotes do mercado ao menos desde dezembro passado.
POSITIVO
O crescimento no índice de vendas pendentes de imóveis residenciais nos EUA em dezembro agradou e favoreceu o desempenho positivo dos mercados. O índice acionário americano Dow Jones subiu 1,09%.
A Bolsa de Londres terminou com elevação de 0,68%. Em Frankfurt, os ganhos do mercado de ações foram de 0,98%.
A apreciação do petróleo e das commodities metálicas serviu de estímulo para a alta das ações, tanto na Europa quanto no mercado local.
O barril de petróleo registrou elevada valorização de 3,76% em Nova York e terminou cotado a US$ 77,23.
Na BM&FBovespa, quem seguiu de perto a oscilação do petróleo foram as ações da OGX, que subiram 3,46%. Para Petrobras, o dia foi fraco - sua ação PN recuou 0,58%.
Entre mineradoras e siderúrgicas, a gigante Vale não empolgou e terminou com leve alta 0,13%. Já MMX Mineração foi destaque no segmento, com apreciação de 5,10%, sendo a terceira ação do Ibovespa que mais subiu no pregão.
Acima da MMX, apareceram os papéis Rossi Residencial ON, com ganho de 7,77%, e Gol PN, que teve alta de 7,59%.
CAUTELA
Todavia, a melhora dos últimos dias ainda deve ser encarada com certa cautela. Ninguém pode afirmar que o dólar seguirá para baixo, e a Bolsa de Valores, em recuperação, segundo João Medeiros, diretor da corretora Pioneer.
“No caso do câmbio, fica difícil prever em quanto estará a cotação do dólar no fim do mês. Além das incertezas externas, o BC tem adquirido moeda tanto nos dias de baixa quanto nos de alta. O câmbio pode ser oficialmente flutuante, mas o BC não tem se ausentado do mercado nem nos dias tranquilos, o que acaba por ter efeito sobre as cotações”, diz Medeiros.
Na pesquisa semanal feita pelo BC com os bancos, divulgada anteontem, a previsão dos analistas para o dólar no fim do ano é de R$ 1,76 - um pouco abaixo do atual patamar.

Fonte: Folha

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dólar sobe 8,2%. E lidera investimentos

 

O mau humor que tomou conta do mercado financeiro global neste início de ano fez o dólar subir 8,15% em janeiro, maior alta mensal desde outubro de 2008. Ontem, a moeda fechou a R$ 1,885. Com o desempenho, liderou o ranking de investimentos no período, seguida pelo ouro, com ganhos de 6,45%. Na contramão, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) perdeu 4,65% e ficou na rabeira do levantamento.
Analistas dizem que dois fatores - interligados - explicam o desempenho dos principais ativos financeiros do País neste começo de 2010: o aumento da chamada aversão ao risco no mundo, que pegou os preços brasileiros em níveis elevados. No ano passado, tanto o Ibovespa quanto o real lideraram os rankings das maiores valorizações de bolsa de valores e de moeda no planeta.
No momento, os profissionais de mercado se debruçam sobre vários indicadores para tentar identificar se a queda da bolsa e a alta do dólar configuram uma reversão da tendência positiva para o Brasil ou se significa apenas um movimento de realização de lucros (quando os investidores vendem ativos depois de acumularem expressivas altas).
"Por ora, não vejo fundamentos que justifiquem uma mudança estrutural na avaliação sobre o Brasil", afirmou a economista-chefe do Banco Fibra, Maristella Ansanelli. "Mas isso pode mudar a qualquer momento." Ela classificou de "exagero" a queda do real em janeiro.
O vice-presidente de Tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, também avalia que, por enquanto, ocorre uma realização de lucros. "A valorização dos ativos brasileiros no ano passado já havia criado as condições para uma realização, que, diante de alguns fatos recentes da economia global, aconteceu", disse. "Temos indícios de que esse movimento já está perto do fim."
Folchini refere-se a questões como a tentativa do governo da China de desacelerar o ritmo de crescimento econômico por meio da alta das taxas de juros, as propostas do governo Barack Obama para alterar as regras do sistema bancário e a crise fiscal de alguns países europeus, sobretudo da Grécia.
Todos esses temores já fizeram os investidores estrangeiros tirarem R$ 2,5 bilhões da Bovespa entre os dias 20 e 27 de janeiro. Até a última quarta-feira, esses investidores venderam o equivalente a R$ 33,6 bilhões em ações brasileiras e compraram R$ 31,6 bilhões.
Especificamente em relação ao mercado de câmbio, os analistas ponderam que dois fatores empurram a moeda brasileira para baixo: a valorização do dólar no mundo, em decorrência das expectativas melhores para a economia americana do que para a europeia, e o aumento expressivo do déficit em conta corrente do Brasil.
Ontem, o euro chegou a ser cotado por menos de US$ 1,39 pela primeira vez desde julho do ano passado. Para especialistas, a tendência é de novas quedas.
Fonte: Estadão

Bernanke vai dirigir o Fed por mais 4 anos

 

Apesar das críticas de senadores dos dois extremos dos Partidos Democrata e Republicano pelo seu desempenho antes e durante a crise econômica, Ben Bernanke foi reconduzido ontem para um segundo mandato de quatro anos na presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). A votação ocorreu poucos dias antes do encerramento do seu primeiro mandato.

Foram 77 votos a favor e 23 contra. Eram necessários 60 votos, no mínimo, para que o seu nome fosse levado para uma segunda votação simbólica para a confirmação oficial, onde seria preciso apenas uma maioria simples de 50 votos.
O número de votos para a sua aprovação superou as estimativas de analistas políticos, que, em alguns casos, chegaram a prever a sua derrota. O resultado pode ser considerado uma vitória para o presidente Barack Obama, que indicou Bernanke para um segundo mandato em agosto e o transformou em um dos pilares para a sua política econômica.
Alguns republicanos disseram ter aprovado Bernanke com relutância por temerem que Obama optasse por um nome ainda mais fraco na avaliação deles. Senadores democratas também preferiram votar a favor da manutenção do presidente do Fed para evitar uma crise política no governo em um ano de eleições parlamentares.
Ao assumir o cargo, nomeado por George W. Bush, Bernanke recebeu o comando das finanças americanas de Alan Greenspan, em fevereiro de 2006, com a economia americana em crescimento e as ações na Bolsa de Valores de Nova York batendo recordes. Seu principal desafio era manter o padrão de seu antecessor, idolatrado em Wall Street.
O problema é que tanto Bernanke quanto Greenspan não anteciparam a bolha no mercado imobiliário que culminaria na mais grave crise financeira e econômica dos Estados Unidos desde a Grande Depressão dos anos 30 do século 20.
Bancos como o Lehman Brothers faliram e o Fed, junto com o governo, intervieram fortemente na economia americana para evitar uma catástrofe que poderia levar a uma quebradeira generalizada de instituições financeiras.
Nesse momento, com o apoio de economistas à direita e à esquerda, conforme afirmou Obama em seu discurso do Estado da União na noite de quarta-feira, o Fed ajudou a salvar os bancos, injetando bilhões de dólares na economia.
Essa ajuda somou centenas de bilhões ao déficit americano, irritando senadores republicanos mais conservadores, que também criticam o enfraquecimento do dólar. A esquerda do Partido Democrata discordou da ajuda aos bancos porque essas instituições, um ano depois de terem sido salvas, começaram a distribuir bônus milionários aos seus executivos.
Já os defensores de Bernanke argumentam que ele salvou o país de uma nova depressão e a economia dá sinais de recuperação. "Ninguém nunca conseguiu agir tão bem quanto ele. A forma como Bernanke atuou foi extraordinariamente criativa e conseguiu impedir que o sistema financeiro não entrasse em colapso", disse o senador republicano Judd Gregg.
Segundo o senador democrata Kent Conrad, "quando a crise começou, ele assumiu o comando de forma sem precedentes". "Quando escreverem essa história, Bernanke será citado como um dos heróis."
Fonte: ùltimo segundo

BCE concentra atenção das bolsas na primeira semana do mês

 

A reunião mensal do Banco Central Europeu (BCE) será um dos principais eventos a marcar esta semana. Apesar de não se esperarem alterações na taxa de juro de referência, os investidores aguardam o discurso de Jean-Claude Trichet, presidente da...

Os dados das principais economias do mundo e os resultados das empresas vão continuar a marcar o dia-a-dia dos mercados accionistas.

A reunião mensal do Banco Central Europeu (BCE) será um dos principais eventos a marcar esta semana. Apesar de não se esperarem alterações na taxa de juro de referência

, os investidores aguardam o discurso de Jean-Claude Trichet, presidente da autoridade monetária da Zona Euro.
Entre os principais dados económicos em agenda está o desemprego nos Estados Unidos.
Tal como em todas as primeiras quintas-feiras de cada mês, o Conselho de Governadores do BCE reúne-se para decidir o rumo do preço do dinheiro na Zona Euro. A expectativa do mercado é de que a taxa de juro apenas comece a subir no final deste ano. As previsões de 28 economistas consultados pela agência Bloomberg apontam para um subida dos juros apenas no último trimestre deste ano

Os investidores esperam as declarações do responsável máximo do BCE após a reunião, numa altura em que a situação da Grécia continua a preocupar os mercados.

Outros dos temas importantes prende-se com a retirada das medidas de estímulo à economia. Na semana passada, Axel Weber, membro do BCE, afirmou que a autoridade monetária poderá tomar medidas adicionais antes do segundo semestre para retirar liquidez ao sistema bancário à medida que economia fortalece.
O mesmo responsável adiantou, ainda, que a Zona Euro terá uma recuperação económica "prolongada", sublinhando que deverão ser precisos dois a três anos para regressar às condições verificadas antes da crise.
Para além desta reunião, outros eventos estarão na agenda das bolsas. Os indicadores das principais economias do mundo continuarão em destaque. Na Zona Euro, entre os principais dados está o índice de preços no produtor que, em Dezembro, deverá ter atingido uma variação nula.
Nota também para as vendas a retalho, no último mês do ano passado. Os economistas ouvidos pela agência Bloomberg antecipam uma subida de 0,4% neste indicador, em relação a Novembro.
Do outro lado do Atlântico, a semana passada terminou com o anúncio do crescimento da economia. O produto interno bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu no último trimestre do ano passado ao ritmo mais rápido dos últimos seis anos. Esta semana, o destaque estará no mercado de trabalho. Na sexta-feira, o Departamento do Trabalho anuncia a taxa de desemprego, no mês de Janeiro. Os economistas prevêem que esta se tenha mantido nos 10%.
Na bolsa nacional, os investidores estarão atentos às contas do último trimestre de 2009 da Portucel. A época de apresentação de resultados na praça de Lisboa teve início na semana passada pela mão do Banco Espírito Santo (BES) e do BPI. Ambos superaram as estimativas.

Fonte: Último segundo

Euro cai para US$ 1,3878 em Frankfurt

 

Frankfurt (Alemanha), 1 fev (EFE).- O euro caiu nas primeiras horas de negociação no mercado de divisas de Frankfurt e era negociado a US$ 1,3878, frente a US$ 1,3909 dólares da sexta-feira.

O Banco Central Europeu (BCE) fixou na sexta-feira o câmbio oficial do euro em US$ 1,3966.

Fonte: G1

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

USD/CHF: em zona de ruptura

 

O dólar está neste momento às portas de 1.05 francos suíços por dólar, nível chave para as aspirações do dólar.

Se superar este nível, o par não só vai quebrar a MM de 200 dias no gráfico diário, como também vai quebrar o último máximo menor, antes de procurar o fibo 38.2, traçado desde o máximo até ao mínimo de 2009, a 1.07.

Em baixa, é uma zona clara de descida, que irá voltar a enviar o par à procura da paridade. No gráfico de uma hora, perder 1.047 poderá levar o preço novamente a 1.0435. Se a viragem for muito brusca, não seria de estranhar um deslize até 1.0395/76.

Fonte: ibitimes

GBP/USD: libra tenta recuperar novamente

 

A libra sucumbiu ontem à força do dólar, perdendo todos os ganhos do dia anterior, ao não conseguir superar a MM de 200 dias no gráfico de uma hora. Neste momento, o par formou um suporte a 1.6126 e, se aguentar, a libra deverá subir até 1.6151, tendo como próximo alvo 1.617, resistência de segunda-feira.

Uma vez aí, a libra vai tentar novamente recuperar o terreno perdido e se conseguir consolidar 1.6194 poderá tentar de novo romper a MM de 200 dias junto à resistência a 1.6239. Em baixa, se o preço não aguentar o nível a 1.6126 vai cair até ao mínimo de ontem a 1.61.

No gráfico diário, vemos que perder 1.61 é bastante significativo e poderá enviar o preço até 1.5934, enquanto se dirige até 1.5813. Para hoje, 1.6075/52/31, antigos suportes significativos, poderão entrar em jogo.

Fonte: Ibitimes

Cotação do Euro / Frankfurt

 

Berlim, 27 jan (EFE).- O euro abriu hoje em leve baixa em relação ao dólar, e, nos primeiros minutos das negociações no mercado de divisas de Frankfurt, custava US$ 1,4063, contra US$ 1,4069 de ontem.

O Banco Central Europeu (BCE) fixou ontem o curso oficial do euro em US$ 1,4085. EFE

Fonte:G1

Euribor a três meses é a única a cair

 

As taxas Euribor a 6 e 12 meses ficaram hoje inalteradas, enquanto o prazo a três meses registou a 17ª queda consecutiva.

A Euribor a seis meses, a mais usada no cálculo dos juros do crédito à habitação, ficou estável nos 0,964%, interrompendo um ciclo de oito descidas seguidas.

Também o prazo a 12 meses não sofreu alterações, mantendo-se nos 1,220%.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses, a mais usada nos empréstimos às empresas, voltou a recuar, para 0,665%, naquela que é a 17ª queda consecutiva.

As taxas Euribor, que influenciam directamente os juros dos empréstimos da banca às empresas e às famílias, costumam seguir os juros na zona euro. Na última reunião, o Banco Central Europeu (BCE) deixou a sua principal taxa em 1% pelo oitavo mês consecutivo.

Hoje, o membro do Conselho de Governadores do BCE, Axel Weber, afirmou que os juros estão apropriados no nível actual e que o banco central vai começar a retirar algumas medidas extrordinárias de apoio ao sistema financeiro na primeira metade do ano.

Sapo.pt

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Aperto monetário e remessas fazem dólar subir

SÃO PAULO - A incerteza em relação às políticas monetárias de Estados Unidos, Europa e China e as remessas de moeda dos países emergentes para seus países de origem vêm fazendo com que o dólar comercial seja pressionado no Brasil e no mundo. Ontem, a moeda norte-americana encerrou o dia com alta de 0,28%, a R$ 1,82. Esta é a maior cotação deste o dia 11 de setembro do ano passado.

Em uma semana, o dólar comercial apresentou valorização de 3%, saindo de R$ 1,767 no dia 18 de janeiro, para o encerramento de ontem. Porém, nos últimos 12 meses, a moeda registra uma retração de 21,21%, quando era negociada a R$ 2,31 na venda.

"O que vem ocorrendo é uma correção dos mercados. É uma perspectiva de uma política monetária mais apertada na China que, na semana passada gerou uma realocação de recursos nos ativos, com a saída dos mercados emergentes e a volta para os mercados de origem", explica Julio Hegedus, economista-chefe do Lopes Filho e Associados.

Além da China, os Estados Unidos também devem passar por um arrocho monetário em breve. Na última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central do EUA), a decisão de manter os juros flutuando entre 0% e 0,25% ao ano já não foi unânime.

Na Europa, por sua vez, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, também afirmou que a decisão da autoridade monetária em manter o juro em 1% ao ano só ocorreu em virtude da situação econômica da Grécia, dando a entender que a taxa deve subir em breve.

A remessa feita por multinacionais e grandes investidores faz o dólar ficar escasso não só no mercado brasileiro, pressionando sua precificação para cima.

O especialista lembra ainda que, no Brasil, é ano de eleições e isso traz muita volatilidade para o mercado de câmbio. "Os indicadores são favoráveis, não teria grande realocação de recursos por conta dos números divulgados", afirma Hegedus.

Para a semana, a incerteza é muito grande e Hegedus projeta que a agenda pode trazer uma volatilidade ainda maior para a moeda norte-americana. "Aqui no Brasil teremos reunião do Copom [Comitê de Política Monetária do Banco Central] na quarta-feira", acrescenta Hegedus.

Na agenda internacional, teremos hoje a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido referente ao quarto trimestre de 2009. Na quarta-feira será realizada uma reunião do Fed. Na quinta-feira será divulgado o dado sobre os produtos Bens Duráveis nos EUA e, por fim, na sexta-feira será divulgado os dados do PIB dos EUA referentes ao quarto trimestre do ano passado.

"Tudo vai depender dos indicadores que serão divulgados nesta semana. A reunião do Fed será muito importante e deve ser acompanhada com muita atenção. A maior preocupação é com os números sobre o trabalho nos EUA", destaca o economista.

No longo prazo, Hegedus diz que o dólar comercial está estipulado em R$ 1,75. "Já estamos passando deste patamar, mas é claro que no final do ano pode ocorrer uma acomodação", afirma ele.

No mercado futuro da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa), é possível ver a elevação da moeda norte-americana para o ano. Vale destacar que as cotações ali presentes não representam o desempenho da moeda no ano, pois os contratos são utilizados, principalmente, por exportadores para tentar garantir o preço da mercadoria.

Os contratos com vencimento para fevereiro deste ano mostram o dólar comercial a R$ 1,826. Já os contratos para julho de 2010, encerraram a sexta-feira com valor de R$ 1,839. Por fim, os contratos negociados para dezembro deste ano finalizaram a R$ 1,958.

"Isso reflete o momento, as incertezas que estamos passando, mas não significa que o dólar vai fechar neste preço. Se confirmar este patamar novo, acima de R$ 1,80, teremos que revisar. O preço de R$ 1,80 seria o teto", finaliza o economista-chefe.

Na BM&F, o dólar pronto finalizou a segunda-feira a R$ 1,823, na máxima, com valorização de 0,47%. Na mínima, ficou em R$ 1,805. Pouco depois das 16h30 (hora de encerramento do mercado de câmbio), a clearing da BM&F registrava volume de somente US$ 211 milhões. Não houve transações com dólar futuro e demais ativos na BM&F.

O clima no exterior foi favorável, sustentado por notícias positivas da Grécia e a perspectiva de que a nomeação do Ben Bernanke para um segundo mandato à frente do Fed seja apoiada. O mandato de Bernanke termina dia 31 e o Senado votará a indicação para um segundo mandato nesta semana. A Grécia captou 8 bilhões de euros com uma emissão de bônus de cinco anos oferecendo yield (rendimento) de 6,2% ao ano. Originalmente, o governo planejava levantar entre 3 bilhões de euros e 5 bilhões de euros, mas elevou o volume da oferta em meio à demanda, que atingiu 25 bilhões de euros.

Fonte: DCI

Trichet avisa: BCE não aceitará repetição do caso grego

 

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, garante que a instituição não aceitará jamais um caso como o grego, em que os números do orçamento não reflectem a realidade.

Questionado sobre a possibilidade de outros países acederem ao euro falseando os dados relativos à sua situação orçamental, Trichet foi peremptório: «Deixe-me ser muito claro em relação a isto: nunca mais aceitaremos números orçamentais que não reflictam os factos. Uma auditoria apropriada deve ser sempre possível. Já no mês que vem a Comissão Europeia apresentará propostas que melhorará significativamente a situação», afirmou numa entrevista à publicação semanal alemã «Focus».

Embora não tenha afastado ajudar a Grécia, o presidente do BCE também não pareceu muito entusiasmado com a ideia. Anda assim, Trichet pareceu convencido de que a Grécia conseguirá atingir o seu objectivo, de respeitar as regras orçamentais da Zona Euro até 2012.

Apesar de ter sublinhado que a Grécia não cumpriu as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), a que todos os países do euro estão obrigados, Trichet voltou a considerar «absurda» a hipótese de a Grécia abandonar a moeda única.

Recorde-se que o défice da Grécia alcançou os 13% do Produto Interno Bruto (PIB), quando o PEC prevê que o mesmo deve situar-se abaixo dos 3%.

Euribor a 3 meses desliza há 16 sessões

 

As taxas Euribor voltaram hoje a cair em todos os prazos e renovaram mínimos históricos nas maturidades a seis e três meses.

A Euribor a seis meses, a mais utilizada no cálculo dos juros do crédito à habitação, deslizou hoje para 0,964%, enquanto no prazo a três meses, a referência para os empréstimos às empresas, cedeu para 0,667%. Já a taxa a 12 meses recuou para 1,22%.

Esta tendência de queda das taxas Euribor contraria as previsões dos peritos que aguardavam por uma subida dos indexantes no início do ano, e uma aproximação da taxa a três meses à taxa de referência do BCE, que está actualmente em 1%, o nível mais baixo de sempre.

Os responsáveis de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) decidiram, na última reunião de 14 de Janeiro, não mexer no preço do dinheiro na zona euro pelo oitavo mês consecutivo. As taxas Euribor costumam seguir os juros na zona euro.