Na sexta-feira, antes do início do pregão americano o mercado cambial deveria estar calmo, sem vibrações. Aparentemente todos os investidores serão focalizados na publicação da Massa Salarial Não Agrícola dos EUA, que, segundo previsões, deveria diminuir em 65 mil. Todavia, considerando a estatística relativamente positiva da ADP, é razoável esperar melhores estimativas bolsistas e o apoio para a moeda americana. Pois, no último dia da semana o dólar vai se consolidar até 1,35 frente ao euro, até 1,49 face à libra, até 90,00 contra o iene.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Resumo analítico do mercado Forex para quinta-feira, dia 4 de março
Na quinta-feira a situação no mercado cambial pareceu um jogo com um só objetivo. Mal se fixaram aos máximos recentes, o euro e a libra se encontraram sobre a pressão do dólar. A moeda única européia e a libra esterlina depreciaram na véspera do anúncio das taxas pelos Bancos Centrais da Inglaterra e da zona do Euro. A queda nas bolsas de valores mundiais também pesou sobre as moedas de alto risco. Finalmente, os problemas da dívida grega ficaram um peso-morto sobre as duas divisas: assim, ainda antes do meio-dia (hora GMT) o euro desceu abaixo de 1,3650, a libra caiu para 1,5020.
Enfraquecendo a pressão na véspera da publicação da política monetária por BCE e BoE, o dólar permitiu uma pequena recuperação a seus adversários. A seguir tanto o euro, como a libra devolveram parcialmente seus ganhos, uma vez que as taxas esperadas foram conservadas. O euro voltou para 1,3690, a moeda britânica cresceu até 1,51 (o máximo de dia 1,5131). Portanto, foi o mais possível para as moedas européias e o americano renovou seu curso ascendente sem mudar de rumo até o final do pregão.
A agência de qualificação Moody's baixou o rating do banco alemão Deutsche Bank AG de AA3 a AA1, agravando as preocupações sobre a crise na região européia. A informação junto com os dados econômicos americanos praticamente derribaram o euro, a libra, o iene e muitos outros oponentes do dólar. Pois, os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA diminuíram em 29 mil, enquanto as encomendas à indústria aumentaram em 1,7%.
Assim, no final da sessão o euro cedeu mais de 100 pontos, caindo abaixo de 1,36, a libra fechou na faixa de 1,5000-1,5050, o dólar/iene fixou-se um pouco acima de 90,00.
quinta-feira, 4 de março de 2010
XAU/USD: Resistência a 1139.40, Suporte a 1133.60
O metal precioso continua a subir face ao dólar, negociando-se neste momento a 1137.18 dólares por onça. No aspecto fundamental, a matéria-prima está a subir com a procura da mesma como investimento alternativo, enquanto no aspecto técnico o par poderá procurar o máximo anual a 1145.15 dólares.
De acordo com as Bandas de Bollinger, o par está com escassa volatilidade na hora, enquanto o RSI de 14 dias está em zona neutra. Observando o MACD, esse indicador dá sinais de compra. Acima, a próxima resistência está a 1139.40, enquanto em baixo o suporte a ter em conta está a 1133.60 dólares por onça.
Fonte: IBTimes
Expansão da zona do euro se desacelera e marca 0,1% no 4º trimestre
No trimestre anterior, crescimento do PIB havia sido de 0,4%.
Em todo o ano de 2009, a economia teve desaceleração de 4,1%.
A economia da zona do euro cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2009, em relação ao terceiro, e contraiu-se 2,1% em relação a igual período de 2009, informou a agência de estatísticas Eurostat nesta quinta-feira (4), confirmando a divulgação preliminar.
Os resultados mostram uma desaceleração do crescimento em relação ao terceiro trimestre, que havia registrado alta de 0,4% sobre os três meses imediatamente anteriores. Em 2009 como um todo, a economia da região teve contração de 4,1%.
A contribuição positiva de 0,3 ponto percentual do comércio líquido para o Produto Interno Bruto (PIB) do período contrabalançou a contribuição negativa de 0,2 ponto do investimento privado. O gasto do governo, o consumo das famílias e os estoques tiveram contribuição zero.
Fonte: G1
Análise Fundamentalista - À espera do pacote de austeridade da Grécia
Exceptuando uma bomba na conferência de imprensa sobre as medidas de austeridade da Grécia, acreditamos que os mercados vão manter-se relativamente calmos antes das reuniões do BoE, BCE e dos NFP dos EUA na sexta-feira. Neste ambiente, vamos tentar jogar com os canais diários.
Houve algumas fugas de informação sobre a conferência de imprensa, com a comunicação social a citar fontes do governo grego, dizendo que este decidiu-se por medidas extraordinárias no valor de $6.5 mil milhões, aumento do IVA em 2% para 21%, fechar buracos fiscais e vai tentar reduzir os bónus salariais em 30% em 2010.
Ainda temos algumas dúvidas sobre os efeitos a longo prazo que os planos de austeridade vão ter sobre o euro, especialmente depois do PM grego ter admitido o "buraco" no orçamento e o caos na recolha de impostos. Nos próximos tempos, as novas medidas de austeridade vão aumentar o foco do mercado na reunião de 5 de Março entre a Chanceler alemã Merkel e o PM grego, Papandreou.
Além disso, a Standard & Poor's disse que está "menos pessimista" sobre a Grécia que os mercados financeiros. O EUR e o apetite pelo risco estão a ganhar com estas notícias, mas, surpreendentemente, os mercados de valores foram noutra direcção.
Há rumores e relatórios do IMM que sugerem que ainda há muitas posições curtas de libra e euro (ainda que as negociações curtas do Euro tenham perdido a maioria do vapor no final de Fevereiro, apesar da forte cobertura mediática).
Um pequeno aumento no risco poderá levar a um "short squeeze" razoável. Na Austrália, o PIB real subiu 0.9% q/q e 2.7% y/y, vs 0.9% q/q e 2.4% y/y exp. O crescimento foi ligeiramente maior do que os mercados esperavam. Porém, as notícias positivas não se traduziram num AUD mais forte.
Suspeitamos, tal como dissemos ontem, que apesar das condições económicas domésticas se manterem fortes, o AUD e a política monetária vão ser minadas por factores externos, como a Grécia e a França.
Apesar do diferencial de yield poder dar ao AUD algum suporte a médio prazo, à medida que nos aproximamos do Q2 e outros bancos do G10 aceleram o seu ciclo de apertos, vamos ver uma forte erosão na vantagem do AUD. Uma série de dados dos EUA deverão dar-nos alguma direcção, incluindo o ADP, ISM e Livro Bege da Fed.
Fonte: IBTimes