terça-feira, 17 de novembro de 2009

Dólar fraco e grandes safras deixam sojicultor em alerta

A situação só não é pior porque o dólar fraco no mercado internacional age como fator altista para os futuros da soja, com investidores aproveitando a fraqueza da moeda norte-americana no mundo para comprar commodities nela denominadas, o que acaba tendo também impacto positivo nas cotações domésticas. 

Entretanto, há dúvidas se a partir da concretização de uma grande safra na América do Sul os fundamentos eventualmente não passariam a ter maior peso nas decisões dos participantes dos mercados de futuros. 

"O produtor está temeroso com o cenário (de preços) da safra. Se esses níveis (de safra global) se confirmarem, vai ter muita soja no mercado. É um ano temeroso, os produtores estão com margens muito ajustadas em cenário com muita incerteza", afirmou o analista da Agroconsult Marcos Rubin. 

Nas condições atuais, acrescentou Rubin, os preços ainda são compensadores para os produtores brasileiros, apesar do dólar estar sendo negociado perto de 1,70 real. 

Com a fraqueza da moeda norte-americana no mercado internacional, a soja em Chicago, referência internacional, voltou a ser negociada acima de 10 dólares por bushel, apesar de os Estados Unidos estarem caminhando para o final da colheita de uma safra recorde da oleaginosa, acima de 90 milhões de toneladas. 

Ao mesmo tempo, Brasil e Argentina plantam também para ter produções recordes, de 63 e 53 milhões de toneladas, respectivamente. Enquanto no Brasil tudo vai relativamente bem para o plantio, na Argentina há certa preocupação com a seca, embora os dados meteorológicos indiquem uma regularização das chuvas, afirmou Rubin. 

"A relação de estoque e uso de soja no mundo deve pular de 17 por cento em 08/09 para 25 por cento em 09/10. Esses números se tornando reais, a soja será negociada entre 8,5 e 9 dólares. Com esse preço e a expectativa de dólar abaixo de 1,70 real, vai ter margem muito ajustada no Mato Grosso, no Paraná, mas ainda fecha a conta", declarou. 

O analista explicou que isso só acontece pelo fato de os custos em 09/10 terem caído cerca de 20 por cento, puxados principalmente pelos preços dos fertilizantes, que foram reduzidos mais de 35 por cento em Mato Grosso, na comparação com os picos de 08/09. 

"Os custos (menores) acabaram compensando a queda dos preços. A conta fecha, mas não com folga", disse ele, estimando rentabilidade de 180 reais por hectare em Mato Grosso, contra 570 reais em 08/09 no mesmo Estado. 

De acordo com outro analista, Eduardo Godoi, da Agência Rural, o Mato Grosso, com piores condições logísticas para o escoamento da safra, precisa de cotações em Chicago em patamares elevados para compensar o câmbio. 

"Nos dias em que o contrato março de Chicago passou de 10 dez dólares, vimos gatilhos de negócios. Chicago acima de 10 dólares, Mato Grosso vende, essa é a nossa leitura", destacou Godoi, lembrando que a comercialização antecipada da safra andou bem em outubro, num volume de 1,3 milhão de toneladas no mês passado, com os produtores aproveitando os melhores momentos do mercado. 

CÂMBIO NÃO É DESCULPA 

Para um terceiro analista, que pediu para não ser identificado, o câmbio não pode ser utilizando como justificativa de eventual prejuízo, numa época em que há instrumentos de hedge. 

"O Brasil virou a bola da vez e o real vai continuar se apreciando. O mais deletério é o descasamento entre o câmbio de plantio e o de colheita, porque não se tem a cultura de travar o câmbio, só 2 por cento dos produtores fazem isso no Brasil", disse o analista, ressaltando que o agricultor brasileiro deveria se "tecnificar" também fora da porteira. 

O analista lembrou que na safra 09/10 o descasamento entre o câmbio de plantio (entre 1,80 e 1,90 real) e o de colheita deve ocorrer novamente. "Essa é a diferença entre uma safra que poderia permitir ao agricultor pagar dívidas, ter sobras, ou ter prejuízo."

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ForexClub TV Web em Português- Dia 16/11/2009

Euro volta a trocar perto dos 1,5 dólares

A moeda única europeia operava perto dos 1,5 dólares no arranque dos mercados europeus esta segunda-feira, evidenciando tendência de apreciação.
O euro cotava 1,4991 dólares, cerca de 0,6% acima do valor de fecho na sexta-feira, dia em que o BCE fixou a taxa de referência a 1,4868 dólares.
Na relação com a libra esterlina, o euro cedia 0,3%, para 0,896, enquanto trocava a 134,1 ienes.


Fonte: Dinheiro Digital

Analistas esperam que indicadores mostrem recuperação econômica nos EUA

Washington, 15 nov (EFE).- O Governo dos Estados Unidos informará nesta semana dados sobre vendas no varejo, inflação, produção industrial e construção de imóveis, diante dos quais analistas esperam sinais de recuperação econômica e uma diminuição no estímulo estatal.
Desde que a recessão começou, em dezembro de 2007, o Governo americano injetou trilhões de dólares para sustentar o sistema financeiro. Em fevereiro deste ano, o Congresso do país aprovou e o presidente dos EUA, Barack Obama, sancionou um estímulo econômico de US$ 787 bilhões.
Até setembro, US$ 340 bilhões desse estímulo já tinham sido gastos e, segundo o Governo dos EUA, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 3,5% no terceiro trimestre, o primeiro com saldo positivo em um ano.
Os dados de outubro iniciam o trimestre final de 2009 e são os primeiros desde que os EUA começaram a retirar, de maneira muito gradual, sua interferência na economia em tempos de crise, o que incluiu subsídios para a compra de casas e automóveis.
Amanhã, o Departamento de Comércio americano informará sobre as vendas no varejo em outubro. Após uma contração de 1,5% em setembro, os analistas esperam um aumento de 1% como prelúdio para a temporada de vendas de fim de ano.
Na terça-feira, o Departamento de Trabalho informará sobre o Índice de Preços ao Produtor (IPP). Um dia depois, é a vez do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Os dois indicadores são as duas medidas principais da inflação.
Após quase dois anos de tratamento intensivo com injeções de capital e de quase um ano de taxa de juros quase zero, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciou, em sua reunião mais recente, que manterá sua política monetária generosa "por um extenso período".
Alguns economistas alertaram durante meses sobre o perigo de que uma reativação econômica nutrida por tal quantia de dinheiro barato resulte em uma inflação acelerada; daí a atenção aos indicadores de preços.
A maioria dos analistas diz crer que, após uma queda de 0,6% do IPP em setembro, em outubro, os preços que os atacadistas pagam subiram 0,5% - com a exclusão de alimentos e combustíveis, o índice avança apenas 0,1%.
Especialistas consideram que o IPC de outubro teve aumento de 0,2%, mesmo número de setembro. O núcleo do IPC, que exclui os preços de alimentos e energia, teria subido 0,1%.
Na terça-feira, o Fed informará sobre a produção industrial, setor que, segundo a maioria dos analistas, cresceu 0,4% em outubro - em setembro, o avanço foi de 0,7%.
A utilização da capacidade industrial, que em setembro foi de 70,5%, teria subido levemente para 70,7% em outubro, de acordo com os especialistas.
Na quarta-feira, o Departamento de Comércio americano divulgará o índice de construção de imóveis e permissões de construção dos mesmos. Os mercados esperam a confirmação de que o crucial setor imobiliário começou a se recuperar com a ajuda do incentivo fiscal.
O Governo Obama estabeleceu um crédito tributário de US$ 8 mil para os compradores de sua primeira casa.
O programa deveria acabar em novembro e, por isso, na prática deixou de ser usado em outubro, mas a Administração o estendeu até abril.
Os analistas calculam que, após um aumento de 0,5% em setembro, o início de construção de imóveis cresceu 0,3% e ficou em uma taxa anualizada de 600 mil unidades em outubro.
Quanto às permissões de construção, que são um indicador da atividade futura do setor, os analistas previram poucas mudanças nos dados de outubro. Em setembro, houve queda de 1,2%.


Fonte: google.news

Euro abre em alta em Frankfurt

Frankfurt (Alemanha), 16 nov (EFE).- O euro abriu em alta no mercado de divisas de Frankfurt, cotada a US$ 1,4988, frente a US$ 1,4869 da sexta-feira passada.
O Banco Central Europeu (BCE) fixou na sexta-feira o câmbio oficial do euro em US$ 1,4868. EFE

Fonte: G1