sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

BCE não muda regras para ajudar a Grécia

O Banco Central Europeu (BCE) não ajustará suas regras para ajudar membros da zona do euro em dificuldade, como a Grécia, disse Juergen Stark, membro do conselho executivo da autoridade monetária. "A Grécia sabe que precisa deixar seu dever de casa em dia", alertou Stark em palestra em Leipzig.

Segundo ele, a principal prioridade do governo grego tem de ser uma reforma radical de sua política econômica e uma consolidação fiscal abrangente.
Os comentários de Stark vêm após a Moodys levantar ontem dúvidas sobre a capacidade do governo da Grécia de implementar um programa de crescimento e estabilidade.

Fonte: Ultimo segundo

Obama propõe medidas a bancos para evitar riscos

Ao completar um ano de governo e com a popularidade em baixa, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs ontem medidas para restringir o tamanho e o objetivo das atividades dos grandes bancos americanos. As medidas proíbem bancos que detêm depósitos de correntistas de investir, negociar ou aconselhar fundos hedge e fundos de participações em empresas (private equity), além de vetá-los de fazer operações com o próprio dinheiro, chamadas de Tesouraria, para obter lucros em benefício próprio e não para seus clientes.

Obama chamou a proposta de “Regra de Volcker”, em homenagem a seu idealizador, o ex-presidente do Fed e atual conselheiro econômico da Casa Branca, Paul Volcker. “Não podemos esquecer que essa crise econômica começou como crise financeira, quando bancos e instituições financeiras assumiram riscos enormes na busca irresponsável por lucros rápidos e bônus maciços”, disse Obama.

A ideia é proibir bancos protegidos pelo governo de usarem seus recursos para fazer apostas arriscadas em papéis lastreados em hipotecas, derivativos e outros, evitando as operações que deram origem à crise de 2008. Se for adotada pelo Congresso, a medida obrigaria bancos como JP Morgan Chase e Bank of America (que absorveu a Merrill Lynch) a separarem suas operações.

Além disso, Obama propôs limites para o tamanho dos bancos, para evitar que a consolidação de instituições dê origem a “bancos grandes demais para quebrar”, cuja falência ameaça todo o sistema. Hoje existe apenas uma regra que limita o banco de varejo a deter no máximo 10% dos depósitos. Um alto funcionário da Casa Branca esclareceu, em teleconferência, que a ideia é atualizar esses limites. A medida está sendo vista como uma volta da Lei Glass Steagall, legislação adotada após a crise de 1929, que proibia bancos comerciais de agirem como bancos de investimentos, emitindo ações para empresas, ou apostando em derivativos.

A Glass Steagall, de 1933, foi derrubada em 1999, sob forte lobby de bancos como o Citibank, que queriam se transformar em “supermercados de investimentos”, concentrando operações de varejo e investimentos.

“Vários bancos registraram enormes lucros recentemente fazendo operações com o próprio dinheiro, apoiados na janela de redesconto do Fed e na garantia das contas correntes pelo Fdic - ou seja, lucraram com ajuda do contribuinte, em vez de usarem a ajuda do governo para voltarem a emprestar”, disse o funcionário da Casa Branca. Tanto essa medida como a “taxa de responsabilidade pela crise financeira”, anunciada na semana passada, têm objetivo de reduzir os incentivos para que os bancos aumentem sua alavancagem.

Os bancos criticaram duramente a proposta. “É uma medida populista de um presidente acuado; os bancos, mais uma vez, vão ter de se adaptar”, disse um trader de um grande banco em Nova York. As ações de grandes bancos despencaram diante do anúncio (ver ao lado). Mas bancos menores, que dependem menos de operações proprietárias, se mantiveram estáveis.

A proposta precisa passar pelo Congresso. Por enquanto, só a Câmara aprovou uma versão da Lei de Reforma Financeira, em junho. O Senado está negociando sua versão e depois as duas precisam ser fundidas. Obama quer que os legisladores incorporem as propostas, mas os republicanos já se mostraram contra. “Fico cada vez mais decidido a reformar o sistema cada vez que vejo os bancos voltando às velhas práticas e brigando contra a reforma”, disse Obama.

Fonte: Ultimo segundo

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

JPY - Iene Recebe Impulso com a Aversão ao Risco

O iene japonês, enquanto combina seus ganhos com os recentes do USD, provou ser um dos investimentos portos-seguros mais valiosos nesta recente desaceleração econômica.

O EUR/JPY, por exemplo, tem puxado para baixo muito dos outros pares principais, colocando forte pressão na venda sobre o euro, impulsionar a moeda japonesa a um nível de preços não vistos desde 17 de dezembro de 2009, em relação à moeda única da zona-euro.

Se as ações mundiais continuarem a cair neste ambiente de aversão ao risco, o iene pode continuar subindo assim como o dólar é previsto de fazer, se o mercado ficar em baixas expectativas.

Os poucos lançamentos do Japão estiveram menos do que excelentes, mas o JPY funciona melhor quando as bolsas da Europa e dos Estados Unidos caem, independentemente dos resultados econômicos da própria economia.

Se os dados de hoje continuarem a mostrar que a economia da Europa segue deteriorando-se, o iene provavelmente receberá mais apoio ainda, com um aumento da aversão ao risco.

EUR - Euro é Atrapalhado por uma Série de Dados Negativos

Os maus movimentos do euro não parecem ter qualquer sinal de pausa. Com as ações tendo sido negociadas em baixa, a aversão ao risco parece estar prevalecendo, assim como a força de moedas portos-seguros, como o USD e o JPY.

O EURO, de fato, atingiu sua maior baixa de 20 semanas contra o dólar, com a moeda americana parecendo ganhar mais admiradores nestes tempos difíceis. Sem nenhum dado que proporcione apoio, a moeda única européia pode continuar a cair.

No entanto, a queda do euro não vem à toa, já que a seqüência de recentes dados divulgados pela União Monetária Européia tem mostrado um declínio dos resultados das semanas anteriores.

O Índice da Opinião Econômica ZEW da zona-euro e da Alemanha apresentaram uma diminuição no consumo e otimismo empresarial em toda a região; a balança comercial da Itália esteve pior do que muitos previam; a situação da dívida da Grécia continua a deteriorar-se. Hoje pode haver uma das melhores oportunidades para haver uma recuperação, como também uma pora que poderá dizimar ainda mais a confiança no euro.

Os vários dados de hoje da fabricação e serviços da principais economias da zona-euro, são previstos para mostrarem uma melhoria neste setor. No entanto, se os números nçao forem sficientes, a opinião sobre o euro pode cair mais rapidamente do que já ocorre.

Os comerciantes devem estar alertas para qualquer sinal de deterioração, já que pode ser uma clara indicação de que o euro seja vendido contra à maioria de seus pares pela maioria dos investidores.

Euro cai pelo sexto dia para mínimos de cinco meses

O euro negoceia em mínimos de cinco meses, ao descer pela sexta sessão consecutiva para valores abaixo dos 1,41 dólares, pressionado pelo receio relativo à divida pública grega e de outros países-membros da Zona Euro.

O euro negoceia em mínimos de cinco meses, ao descer pela sexta sessão consecutiva para valores abaixo dos 1,41 dólares, pressionado pelo receio relativo à divida pública grega e de outros países-membros da Zona Euro.
O
euro desce 0,07% para 1,4096 dólares, depois de ter chegado a negociar no valor mínimo desde 18 de Agosto de 1,4068 dólares.
Esta é a sexta sessão consecutiva de perdas do euro face ao dólar, elevando para 2,85% a quda neste período, com os investidores a demonstrarem-se receosos relativamente à situação do endividamento público da Grécia e de outros países europeus, como Portugal e a Irlanda.
Ontem, o preço dos CDS da Grécia subiram 28,5 pontos base para o máximo histórico de 345,5, segundo os dados da CMA DataVision, citados pela Bloomberg. Os mesmos contratos para a dívida pública portuguesa e irlandesa também subiram.
Os CDS são contratos que permitem aos credores protegerem-se de perdas por incumprimento da dívida e os investidores utilizam-nos para especular sobre a qualidade de crédito, segundo explica a Bloomberg.
“As preocupações com alguns países da Zona Euro, como a Grécia, estão a aumentar os preços dos CDS, o que pode levar os investidores a venderem activos com maior risco”, disse o estratega do Royal Bank of Scotland, Akane Vallery Uchida à Bloomberg. “Isto deve pressionar o euro, que pode vir a testar o nível, psicologicamente importante, dos 1,40 euros”.